segunda-feira, 23 de março de 2009

A maior invenção da humanidade
Tenho um amigo cujo finado avô achava que a maior invenção da humanidade era o abridor de latas elétrico. Eu nunca cogitei a possibilidade de dar o prêmio nobel de invenção ao cara que gerou um produto da GE tão prosaico. Mas foi um belo exercício pensar nisso mesmo porque o avô era um médico muito inteligente e conceituado, respeitadíssimo pelos colegas, pacientes. Se esse cara dizia isso a hipótese merecia pelo menos uma consideraçãozinha. Isso aconteceu quando eu tinha 15 anos e era tabacudo.O tempo passou e de repente me lembrei dessa história. Qual é seria a maior invenção da humanidade agora sob a ótica de um tabacudo de 41 anos ? (não confunda com "O Virgem de 40 anos" ... o sentido aqui para "tabacudo" é metafórico).Pensei comigo e elegi a Matemática.Que invenção interessante. Toda a matemática e começar pelos números e chegando as topologias (nunca entendi topologia matemática). Matemática serve para tanta coisa e é uma bolação 100% humana. Nem mesmo a fala e a comunicação é exclusividade de nossa espécie. Outros animais conseguem se "falar". Mas acho que matemática só nós mesmos.Outra coisa que me faz achar que a Matemática é a melhor invenção é que ela é fruto de um processo mental artificial. A fala evolui de forma natural, induzida por instintos animais. Matemática não. É coisa para se inventar primeiro e descobrir a utilidade depois. As vezes muuuuuuito tempo depois, como é o caso da série de Fibonacci que só teve aplicação prática mais de 200 anos depois de inventada. Penso em quanta coisa que os matemáticos estão inventando hoje em dia que a gente só vai poder aplicar depois de velho.Infelizmente, a maior invenção é meio que incompreendida porque é ensinada de forma errada. Conheço tanta gente que odeia a Matemática. Realmente, do jeito que é apresentada sem graça num tem quem goste. Mas peço sempre para os meus filhotes darem uma chance. Um caminho legal são aqueles pequenos truques que de vez em quando aparecem (apareciam) aqui na lista.Mãe de um monte de ciências, inclusive a estatística, a computação, filhas puras, a Matemática ainda ajuda em praticamente todas as outras ciências. Em algumas é fundamental e essencial. Em outras dá só uma ajudinha. Em todas ela está presente. Matemática serve até para criar artisticamente, quem diria! Considerando que Matemática é uma abstração completa com tantas aplicações práticas, meu voto é por ela.Quem chegou perto foi o controle remoto sem fio para tv's e aquela pílula que acaba com TPM. Quem sabe, quando eu for avô, eu mude de idéia.
Por Bokomoko (OTO)
A roda: a maior invenção tecnológica
Alberto Cury NassourEngenheiro de Materiais
Num trecho de linha férrea próximo da cidade de Paris, apenas um zumbido indica a passagem de um trem de passageiros a quase 300 quilômetros por hora. Numa estradinha de terra batida numa fazenda do interior mineiro, uma estrutura barulhenta de carro de bois passa a menos de 5 quilômetros por hora, produzindo um ranger quase sonolento provocado pelo atrito entre a roda de madeira e o eixo de apoio. A única semelhança entre esses dois acontecimentos, converge talvez, para o fato de simplesmente andarem sobre rodas.Mais depressa, mais devagar, milhões de rodas, pequenas ou grandes, funcionam em todo o mundo, transformando a vida em movimento. Um dos principais indicadores do progresso consumista de um país, costuma ser medido pela facilidade com que seus habitantes podem se locomover e transportar os produtos de seu trabalho ou para seu consumo. Em outras palavras: quantas rodas esse país faz girar e com qual rapidez?A diferença que a roda, considerado como sendo o maior invento fundamental da história, trouxe para o destino humano é incalculável. Um pouco de matemática ajudará a explicar tal façanha. Um homem adulto e treinado percorre num dia de caminhada, cerca de 30 quilômetros, e a carga máxima que consegue carregar é cerca de 40 quilos, além do seu próprio peso. Com a domesticação de animais, por volta de 5.000 a.C., a capacidade de carga no lombo de bestas aumentou para 100 quilos. A tração animal aumentou ainda mais a capacidade de carga para 1.200 quilos puxados por uma carreira de bois. Acredita-se que os egípcios usaram de artifícios como grandes roletes de madeira para transportar por quilômetros, os enormes blocos de granito e de pedra para a construção das pirâmides, inventando também o que se chama hoje de rota de transportes, ou simplesmente estradas.Na verdade, a invenção da roda é motivo de discussão entre os grandes historiadores de todos os tempos. Alguns sustentam que essa peça de tamanha simplicidade, foi a maior criação do homem estudando o movimento do astro Sol, como se ele rodasse ao redor da Terra. Por terem sido fabricadas em madeira, as primeiras rodas já foram certamente destruídas pela ação do tempo. Sem a roda, o homem não iria muito longe. As quatro principais fontes de energia que o homem utiliza para sua existência são fundamentadas na roda: a água, a energia elétrica, o animal e o vento. O simples carrinho de mão inventado pelos chineses, cerca de 200 a.C., conduz sete vezes mais carga e passageiros do que o ombro humano. A bicicleta criada na França em 1645, permitia velocidades até três vezes maiores do que a de um homem caminhando pausadamente.A roda: a primeira grande invenção da humanidade.Além de revolucionar os meios de transportes, a roda possibilitou outro grande salto para a tecnologia – o movimento controlado por rotação. Na Mesopotâmia, há milhares de anos, os primeiros discos de madeira usados pelo homem para trabalhar o barro, talvez tenha sido uma das primeiras criações empregando a roda no sentido explícito da palavra. No século XIV, apareceram simultaneamente em diferentes regiões da Europa, como França e Inglaterra, as primeiras rodas de tecelagem enxertadas com finas agulhas para desfiar o algodão. Desde então, novos engenhos baseados no mesmo princípio não pararam de surgir, porém, cada vez mais complexos. Aproveitando a descoberta de que uma roda de maior diâmetro leva mais tempo para dar uma volta completa do que uma roda pequena, o homem também descobriu a teoria da velocidade centrípeta. Inventaram-se os relógios com rodas dentadas que até hoje encantam as mais belas catedrais do mundo todo; as máquinas a vapor; a locomotiva e o automóvel.Rodas e revoluções andam juntas há muito tempo. Numa era de colossais conquistas tecnológicas entre 8.000 e 5.000 a.C., na faixa de países semi-áridos entre os rios Nilo, localizado na África e Ganges, na Ásia, o homem inventou o arado, o barco à vela, os processos de fundição de ferramentas, jóias e o calendário solar. Todos estes inventos baseados no princípio da roda. A primeira indicação da figura de uma roda registrada numa placa de argila, auxiliando um meio de transporte humano foi na Suméira em 3.500a.C.Atualmente, as rodas de bicicleta já são feitas de alumínio, kevlar ou fibra de carbono. É o homem rinventando a invenção. Após a descoberta da roda pelos sumérios, a notícia se espalhou. Gregos, romanos e egípcios há mais de 2.000 a.C. criaram então novos modelos, com raios ao invés de uma placa de tábuas, para conduzir suas bigas de guerra e revestidas com pedaços de metal fundido para resistirem aos fortes impactos provocados pelas colisões. Enfim, sempre foram modificando a idéia original conforme suas necessidades e abrindo largos espaços para o uso da roda no seu cotidiano. Os celtas, por exemplo, modificaram os carros romanos e inventaram o sistema de eixo dianteiro giratório, capazes de dar maior direção em curvas menos angulosas. O Renascimento, movimento de revolução nas artes, ciências, medicina e literatura que ocorreu por toda a Europa no século XV, fez surgir os famosos cabriolés, diligências de tração animal com cabine fechada para conduzir a aristocracia européia e protegê-la do mau tempo ou da poeira das rudimentares estradas de terra.Por volta de 1850, começava o declínio da tração animal e iniciava-se a era da tração a vapor, reescrevendo o papel da roda. Não demorou muito, inventou-se então as rodas fabricadas totalmente de ferro forjado no final do século XIX. Barcos a vapor e locomotivas, além de servirem de meios de transporte de carga, eram o fascínio de milhares de bens-aventurados da época. No início do século XX, o veterinário inglês John Boyd Dunlop criou o primeiro aro pneumático. Nada mais era do que um aro metálico revestido com uma câmara de couro costurado e cheio de ar, o qual servia para amenizar os sacolejos provocados pelas rodas de ferro sobre as estradas de pedra, que imediatamente foram introduzidos nos veículos automotivos fabricados por Henry Ford.O cinema mostrou toda a força dessa invenção no lendário filme "Tempos Modernos", de 1936, brilhantemente estrelado por Charlie Chaplin. Daquela época até os dias atuais a roda nunca mais parou de movimentar a humanidade.
Fonte(s):
Revista Eletrônica de Ciências - Número 19 - Maio / Junho de 2003.

IDÉIAS E AÇÕES

Idéia é uma palavra derivada do grego (idea ou eideia) cuja raiz etimológica é eidos (imagem). Desde sua origem implica a controversia entre as teorias de:
Platão - Atenas 428/27 a 347 a.C.-Extromissão-Idealismo-Teoria do Conhecimento
Aristóteles-Estagira 384 a 322 a.C.-Intromissão-Realismo-Pensamento Lógico

Idéia é uma fase do processo criativo, mas não é a única e nem a parte final, como alguns podem pensar. Decidir o que fazer com as idéias geradas, quais aproveitar e quais colocar de lado, é também uma atividade importante e crítica no processo de solução de problemas. Uma colheita descuidada pode por a perder os frutos de uma boa semente.
Terminada a fase criativa, podemos ter algumas dezenas de idéias para examinar e selecionar. Neste ponto, a tendência natural é fazermos uma comparação entre essas idéias, usando-se critérios de viabilidade técnica, econômica, política, etc. Isto nos conduz a um processo de eliminações sucessivas, até restar uma única idéia. Pode ser um grande erro, pois estaremos usando um critério único para comparar coisas diferentes. Este erro pode nos levar a transformar uma riqueza de idéias numa pobreza de opções constituída somente pelas idéias mais triviais e conservadoras, ou por idéias muito visionárias e impraticáveis.
Antes de comparar, classifique as idéias, agrupando-as segundo o grau de inovação e de facilidade de execução. Em seguida, compare entre si as idéias de uma mesma classe, selecionado as melhores de cada grupo. Ao final você terá um conjunto de boas idéias representando diversos graus de inovação, desde as mais triviais às mais visionárias. Você estará mais bem preparado para decidir sobre a estratégia de inovação mais adequada, ou seja, quais idéias podem ser implantadas imediatamente, quais necessitam ajustes e melhorias, quais as de médio prazo e quais serão retomadas no futuro.

Ação- palavra derivada de um verbo intransitivo e significa tudo que age. A idéia antes da ação é apenas uma "idéia". Mas se tal pensamento é concretizado por uma Ação ela poderá se tornar tanto uma "Ótima Idéia", "Idéia de Mestre", "Idéia Maravilhosa", ou ainda uma "Péssima Idéia", "Idéia Fútil", "Idéia de Girico".
As Idéias são praticamente pensamentos organizados para compor uma Ação.